A vida dos portugueses depois de comprarem a Bimby

Notícia de 2009 mas tão atual. Merece ser lida e partilhada.

Jovens casais, solteiros, reformados, homens, mulheres. Desde que o robô de cozinha entrou nas suas casas, têm mais tempo para os filhos, alimentam-se melhor e vão menos vezes ao restaurante, dizem.

Os grandes chefes também já se renderam.
E nem a crise afectou o negócio. Já há 80 mil Bimby nas casas portuguesas.
É normal, dizem os investigadores universitários: desde que se inventou a electricidade que há sempre revoluções tecnológicas a acontecer nas cozinhas.

No frigorífico de Rosário Barreto, uma das mais antigas utilizadoras da Bimby em Portugal, estão colados papéis com a lista das refeições para essa semana e a próxima. A família – composta por Rosário, o marido e dois filhos adolescentes – almoça e janta em casa todos os dias, mas está tudo sob controlo. Se não é a dona da casa a cozinhar, é a empregada e, nesse caso, a lista das refeições indica sempre em que volume e página da infindável colecção de livros de receitas da Bimby está o prato daquele dia.

Para esta professora de 49 anos que vive em Lisboa, o robô de cozinha da moda tornou-se “o melhor amigo”. Foi das primeiras em Portugal a adquiri-lo, em 2000, na altura em que poucos tinham ouvido falar de uma máquina que pica, rala, corta, bate, amassa, mói, tritura, pesa, emulsiona e cozinha. E, no final, até se lava praticamente sozinha. Já há cerca de 80 mil em Portugal e só nos primeiros três meses deste ano já se venderam quase 2500, mais 46 por cento do que no mesmo período de 2008. É a prova de que nem mesmo o preço – 940 euros – tem sido dissuasor.

Olhando para os nove anos de Bimby na sua cozinha, Rosário Barreto vê quanta coisa mudou. Deixou de comer tantas vezes no restaurante e de encomendar comida fora, até quando está de férias, pois leva a Bimby. Passou a receber mais amigos em casa e a fazer pratos que nunca tinha experimentado, ganhou mais tempo para estar com os filhos e passou a ter uma alimentação mais variada e saudável.

“Antes tinha preguiça de fazer sopa e, hoje, há sopa todos os dias”, explica. Rosário Barreto diz que a Bimby faz as melhores sopas do mundo, e a história da máquina parece prová-lo. Inventada por um grupo de engenheiros da empresa alemã Vorwerk, nasceu como uma misturadora e batedeira à qual se acrescentou uma função de aquecimento (fogão), por sugestão de chefes de cozinha franceses, que queriam usá-la para confeccionar um dos pratos preferidos da culinária francesa: a sopa.
Ao longe de mais de 30 anos, a Bimby foi-se aperfeiçoando até se converter numa multifunções. Hoje, dá para fazer tudo, excepto fritos e grelhados. Os tradicionais equipamentos da cozinha, como a varinha mágica, a trituradora 1,2,3 e a balança tiveram reforma antecipada. E até o fogão perdeu protagonismo.

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